Pacientes assistidos por equipe
multidisciplinar, normalmente estão melhor preparados para a etapa da
plástica
Cresce um grupo específico de pacientes nos consultórios de cirurgia
plástica: os ex-obesos mórbidos, pessoas que foram submetidas à cirurgia
bariátrica - como por exemplo a redução de estômago - e que após grande
perda de peso necessitam dar forma ao novo corpo.
A partir dessa demanda, cirurgiões plásticos de todo o mundo têm se dedicado
à adequação e ao desenvolvimento de técnicas específicas para esses
pacientes, que têm em comum um grande excesso de pele. De acordo com o
médico Fausto Bermeo, membro da Socie-dade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP), a especialidade só deve entrar em cena quando o ex-obeso tem seu
peso estabilizado. "Consideramos a possibilidade da plástica apenas cerca de
18 meses após a cirurgia bariátrica", explica.
Além disso, é necessário observar o indivíduo de maneira integral.
"Pacientes que foram assistidos por uma equipe multidisciplinar usualmente
estão melhor preparados para a etapa da plástica. Aqueles que apresentam
depressão ou algum tipo de compulsão que veio substituir a comida merecem
maior atenção. Nesses casos, a plástica pode ser contra-indicada", afirma.
Para quem está pronto, do ponto de vista biopsicossocial, a cirurgia
plástica é benéfica. O cirurgião ressalta que há pacientes que, devido à
perda de peso e ao excesso de pele, chegam a criar escaras e escaldaduras em
areas de atrito constante, além de deformidades no contorno corporal.
"Recentemente, apresentamos resultados de procedimentos no 3º Simpósio
Multidisciplinar de Cirurgia Bariátrica do Distrito Federal. Dos debates com
os médicos presentes, ficou evidente que a cirurgia plástica é fundamental
para a qualidade de vida do paciente pós emagrecimento", finaliza Dr.
Fausto. |
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